Na minha
adolescência comecei a me importar com a minha aparência e a desenvolver um
senso de estilo que até então eu desconhecia. Acho que isso acontece com a maioria
das pessoas, principalmente por ser uma fase em que a vaidade começa a
despertar e a importar, pelo menos na nossa cabeça, né?
Com o tempo
minhas preferências pra roupas, sapatos e estilo no geral foram ficando cada
vez mais pessoais. Não sou mais
daquelas que usa o que está na moda (confesso que já tive essa fase), hoje
escolho o que quero usar pensando no que realmente combina comigo. Não montando
uma imagem que quero passar, mas sim olhando pra uma peça e me identificando com ela na hora, como se ela já fosse minha há
tempos ou tivesse sido feita pra mim.
Esse meu sentimento
de intimidade com as roupas e sapatos que tenho ou compro fazem eu me sentir
mais eu mesma, o que é um benefício em vários aspectos. Vestir peças que acho a
minha cara me dá confiança, faz eu me sentir mais confortável e até melhora meu
humor. Me arrisco a falar que rola até um sentimento de respeito por mim mesma,
sabe? Pelo fato de respeitar minha opinião, meu estilo.
E desde que
cheguei nessa relação sem neuras e o mais natural possível com as roupas, outras
duas coisas passaram a acontecer: criei o hábito de doar coisas do meu armário
com mais frequência e passei a gastar menos com roupas, pois me desapego do que já não me identifico e ao
mesmo tempo crio um guarda-roupas
com menos quantidade e mais identidade.
Não acho
que se preocupar com o que a gente veste é luxo ou futilidade, mas sim é uma
forma de autoconhecimento e, na prática, é um retrato de como vemos o mundo. O
consumo exagerado sim é a futilidade que existe quando falamos de moda. Acho
que consumir o necessário e aliar isso ao nosso bem-estar é simplesmente uma
escolha inteligente que podemos fazer.
E vocês, o
que acham? Se identificam com isso?
Bjs,
Jéssica