Música - Wes Anderson

15 julho, 2016 |

Mesmo não sendo a primeira vez, esses ataques violentos contra cidadãos inocentes me chocam demais. Fico imaginando quantos dias felizes e perfeitos foram tragicamente encerrados, quantas férias planejadas e esperadas finalizaram antes da hora. E o pior é pensar que essa violência acontece com muito mais frequência do que a mídia comunica, nem sempre em cidades turísticas e famosas, mas em lugares que vivem uma guerra declarada e constante.
Me parece que num mundo de tão dura realidade a fantasia e a imaginação, junto com nossas boas energias, são cada vez mais necessárias.

E pra melhorar um pouco o mood dessa sexta, trago uma das minhas soundtracks favoritas, dos filmes do Wes Anderson. Sou apaixonada pelo trabalho dele, pelos personagens e por todo o mundo fantástico que ele cria. Quem dera a vida real pudesse ser como alguns dos filmes dele.


Roupas e bem-estar

13 julho, 2016 |


Na minha adolescência comecei a me importar com a minha aparência e a desenvolver um senso de estilo que até então eu desconhecia. Acho que isso acontece com a maioria das pessoas, principalmente por ser uma fase em que a vaidade começa a despertar e a importar, pelo menos na nossa cabeça, né?
Com o tempo minhas preferências pra roupas, sapatos e estilo no geral foram ficando cada vez mais pessoais. Não sou mais daquelas que usa o que está na moda (confesso que já tive essa fase), hoje escolho o que quero usar pensando no que realmente combina comigo. Não montando uma imagem que quero passar, mas sim olhando pra uma peça e me identificando com ela na hora, como se ela já fosse minha há tempos ou tivesse sido feita pra mim.
Esse meu sentimento de intimidade com as roupas e sapatos que tenho ou compro fazem eu me sentir mais eu mesma, o que é um benefício em vários aspectos. Vestir peças que acho a minha cara me dá confiança, faz eu me sentir mais confortável e até melhora meu humor. Me arrisco a falar que rola até um sentimento de respeito por mim mesma, sabe? Pelo fato de respeitar minha opinião, meu estilo.
E desde que cheguei nessa relação sem neuras e o mais natural possível com as roupas, outras duas coisas passaram a acontecer: criei o hábito de doar coisas do meu armário com mais frequência e passei a gastar menos com roupas, pois me desapego do que já não me identifico e ao mesmo tempo crio um guarda-roupas com menos quantidade e mais identidade.
Não acho que se preocupar com o que a gente veste é luxo ou futilidade, mas sim é uma forma de autoconhecimento e, na prática, é um retrato de como vemos o mundo. O consumo exagerado sim é a futilidade que existe quando falamos de moda. Acho que consumir o necessário e aliar isso ao nosso bem-estar é simplesmente uma escolha inteligente que podemos fazer.

E vocês, o que acham? Se identificam com isso?

Bjs,


Jéssica