Falando em feminismo...

25 setembro, 2014 |

Eu cresci com duas irmãs mais velhas, e passei minha infância observando elas tomarem suas próprias decisões, conquistarem seus sonhos e evoluírem suas vidas ano após ano. Cresci com um pai muito carinhoso que nunca me limitou a fazer coisas consideradas de menina, ao contrário, sempre que eu queria um carrinho ele comprava, quando eu quis aprender a empinar pipa ele me ensinou (ou pelo menos tentou), etc. Mas a verdade é que antes de eu entender o que é ser feminista eu já agia como uma. Sempre foi algo natural pra mim que tanto meninos quanto meninas pudessem fazer as mesmas coisas. Mas ao crescer e frequentar ambientes longe da minha casa percebi - e percebo até hoje - que vivemos numa sociedade que infelizmente insiste em diferenciar os sexos e as habilidades e estabelecer as limitações de cada um.
Como milhões de pessoas, eu assisti essa semana ao discurso feito pela atriz e embaixadora da UN Women Emma Watson, em que ela iniciou uma campanha para mudar a conotação errada que ser feminista tem no mundo, como se definisse mulheres que odeiam os homens, pelo correto significado, o qual simplesmente define um indivíduo (independente do sexo) que apoia a igualdade de direitos e oportunidades entre homens e mulheres.
Ela achou por bem pedir formalmente o apoio dos homens nessa iniciativa, com a qual eu concordo e muito. Mas acredito que esse convite seja importante também para as mulheres. De uns anos pra cá, principalmente depois que comecei a namorar e a conviver com outros casais e entendê-los, percebi que muito do machismo que ainda existe e muito da errônea interpretação do que vem a ser feminismo é culpa do comportamento feminino também. Infelizmente temos enraizados costumes, atitudes e pensamentos que nos fazem agir como submissas e vítimas em algumas situações. Assim como, por sua vez, homens tomam a posição de controladores e culpados. Por isso acredito que a conscientização das mulheres e o maior suporte de umas às outras é fundamental pra que o feminismo seja visto e vivido da forma correta, promovendo finalmente a igualdade que é tão necessária.


Se vocês ainda não viram o discurso, vale a pena ver aqui e inclusive uma crítica com pontos interessantes aqui.

Madeleine Albright disse uma vez (e exageros à parte) que "existe um lugar especial no inferno para mulheres que não ajudam outras mulheres", e eu mudaria dizendo que a palavra mulheres deve ser substituída por pessoas, independente do gênero. 

 

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