Há um bom tempo falei pra o meu namorado que tinha reservado
uma meia horinha do meu dia para pesquisar
e aprender algo novo. Ele apoiou a ideia e achou ótimo a gente fazer
isso, assim temos sempre algo novo pra falar e discutir. Mas essa meia hora se estendeu
com uma facilidade maior do que eu esperava, pois com minha curiosidade
interminável, acabo indo de assunto em assunto e aprendendo um monte de coisas
novas ao digitar no Google algo simples como “vinho rosé”. Assim vou
pesquisando sobre diferentes assuntos, desde “como fazer purê de mandioquinha”
até “compositores românticos russos”. Nessas minhas “viagens exploratórias”
acho personalidades interessantes, histórias inesperadas e lições que
inevitavelmente trago para o meu dia-a-dia. Às vezes surgem em formas de novos
argumentos ou novas formas de enxergar situações da vida e colaboram pra eu
pensar melhor sobre as coisas. Se acordo confusa com algum assunto ou não
consigo desenvolver algum assunto até o final e chegar numa conclusão é porque falta
um saber, um conhecimento sobre o tema em pauta. Então, hoje em dia acho
importantíssima essa curiosidade na minha vida, me ajuda a expandir os limites
do meu pensamento e me conhecer melhor. Citando um exemplo besta, lembro que
quando entrei na faculdade, cheguei a ver a grade curricular, por simples
curiosidade (hoje acho o básico do necessário), mas minha curiosidade parou na
página de grade e pronto. Se eu tivesse
essa vontade de aprender mais desde aquela época, poderia saber mais do que sei
hoje e ter ido bem melhor em várias provas, por exemplo. É questão de ter uma
maior consciência do curso em si. Já na hora de decidir o curso da pós, minha
perspectiva foi completamente diferente. Ao olhar a grade, pesquisei sobre
os assuntos desconhecidos pra ver se eram interessantes pra mim e o quão relevantes
seriam para os meus objetivos. Hoje, a cada módulo novo já sei o que esperar, o
que cobrar do professor e o que devo aprender. Claro que me surpreendo, mas sei
onde estou, estou ambientada e familiarizada com o assunto. Acredito, sem dúvida
alguma, que essa curiosidade, essa sede de aprender se auto alimenta a cada vez que
continuo pesquisando e aprendendo. E por mais que tudo isso soe como hábitos de
pessoas nerds, não posso negar que ser nerd - sendo social - é ótimo! Ao mesmo tempo, sei que estou alimentando aquela curiosidade da infância, a época que a gente mais aprende e se desenvolve.
Bjs,
Jéssica




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