Faz bem ser curioso

28 maio, 2015 |


Há um bom tempo falei pra o meu namorado que tinha reservado uma meia horinha do meu dia para pesquisar  e aprender algo novo. Ele apoiou a ideia e achou ótimo a gente fazer isso, assim temos sempre algo novo pra falar e discutir. Mas essa meia hora se estendeu com uma facilidade maior do que eu esperava, pois com minha curiosidade interminável, acabo indo de assunto em assunto e aprendendo um monte de coisas novas ao digitar no Google algo simples como “vinho rosé”. Assim vou pesquisando sobre diferentes assuntos, desde “como fazer purê de mandioquinha” até “compositores românticos russos”. Nessas minhas “viagens exploratórias” acho personalidades interessantes, histórias inesperadas e lições que inevitavelmente trago para o meu dia-a-dia. Às vezes surgem em formas de novos argumentos ou novas formas de enxergar situações da vida e colaboram pra eu pensar melhor sobre as coisas. Se acordo confusa com algum assunto ou não consigo desenvolver algum assunto até o final e chegar numa conclusão é porque falta um saber, um conhecimento sobre o tema em pauta. Então, hoje em dia acho importantíssima essa curiosidade na minha vida, me ajuda a expandir os limites do meu pensamento e me conhecer melhor. Citando um exemplo besta, lembro que quando entrei na faculdade, cheguei a ver a grade curricular, por simples curiosidade (hoje acho o básico do necessário), mas minha curiosidade parou na página de grade e  pronto. Se eu tivesse essa vontade de aprender mais desde aquela época, poderia saber mais do que sei hoje e ter ido bem melhor em várias provas, por exemplo. É questão de ter uma maior consciência do curso em si. Já na hora de decidir o curso da pós, minha perspectiva foi completamente diferente. Ao olhar a grade, pesquisei sobre os assuntos desconhecidos pra ver se eram interessantes pra mim e o quão relevantes seriam para os meus objetivos. Hoje, a cada módulo novo já sei o que esperar, o que cobrar do professor e o que devo aprender. Claro que me surpreendo, mas sei onde estou, estou ambientada e familiarizada com o assunto. Acredito, sem dúvida alguma, que essa curiosidade, essa sede de aprender se auto alimenta a cada vez que continuo pesquisando e aprendendo. E por mais que tudo isso soe como hábitos de pessoas nerds, não posso negar que ser nerd - sendo social - é ótimo! Ao mesmo tempo, sei que estou alimentando aquela curiosidade da infância, a época que a gente mais aprende e se desenvolve.


Bjs,

Jéssica

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